
O vizinho da minha avó morreu e fiquei sabendo algumas horas atrás. Pode não parecer muita coisa, “o vizinho da minha avó”, pode até não parecer nada, mas era muita coisa sim. Da penúltima vez que o vi, sentadinho no bar de sempre, passei direto só com um aceno, mas me detive, repensando meio que involuntariamente e voltando alguns passos atrás pra falar com ele um pouco mais direito que isso. Ele estava com um curativo perto da barriga, falou que em breve ia receber o rim da irmã e tudo ia ficar bem. Falou pro meu namorado que eu era a menina mais especial de Vila Velha, não, do Espírito Santo todo, e falou que me considerava como se fosse uma filha sua. O olho dele ficou todo vermelho e cheio de água assim, com menos de um minuto de palavra.
Da última vez que o vi só acenei, dei um sorriso em alta velocidade e segui em frente, como fiz tantas vezes nessa vida. Ele ia operar amanhã, mas morreu hoje.
É nessas horas que a gente pensa... Eu deveria ter parado... Eu deveria ter “perdido” um minutinho do meu dia com ele... Foi o último e eu o perdi porque estava com pressa pra fazer alguma coisa que não lembro o que, e que não importa mais. Nós somos muito idiotas mesmo.
"Nessas eleições não vote em branco, vote em Manoel Preto!"Meu voto vai pra você, Manel.
Até mais companheiro ^^
4 comentários:
A sua doçura me contagia.
Saudades ;)
Sabe, mesmo sendo uma desconhecida, foi fácil ser tocada pelo simplicidade e sinceridade do seu texto.
Meus sentimentos.
Gente não morre. Fica encantada.
=)
Sinceridade traduzida em palavras...
Parabéns... E meus Sentimentos
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